Dia Mundial da Diabetes | NMS desenvolve Estudo de Controlo da Diabetes Tipo 1

Dia 14 de Novembro assinala-se o Dia Mundial da Diabetes. Um novo estudo da NOVA Medical School (NMS) está a decorrer, tendo como objetivo determinar a eficácia de um programa estruturado e multidisciplinar de educação nutricional, em contexto de grupo, no controlo metabólico de pessoas com diabetes tipo 1.

Apesar dos avanços nas terapias farmacológicas para o tratamento da diabetes e de celebrarem este ano os 100 anos da descoberta da insulina, esta doença silenciosa tem vindo a crescer em todo o mundo. Segundo as previsões da International Diabetes Federation, até ao final de 2021, 537 milhões de adultos estarão a viver com diabetes, ou seja, 1 em cada 10 pessoas. A expectativa é que este número aumente para 784 milhões em 2045. Para além disso, estima-se que cerca de 6,7 milhões de mortes poderão ocorrer até ao final do ano, devido à diabetes. Isto significa que, em média, 1 pessoa morre da doença a cada 5 segundos.

Embora a diabetes tipo 2 seja o tipo mais prevalente (afetando cerca de 90% de todos os indivíduos com diagnóstico da doença), a incidência de diabetes tipo 1 (autoimune) tem vindo a crescer, aumentando cerca de 4% a cada ano.

Sendo uma patologia crónica, incurável (por enquanto), o foco da ciência para a diabetes tipo 1 tem sido a sua gestão. Neste sentido, o estudo da NMS vai permitir compreender o impacto da educação para a nutrição e alimentação, por uma equipa multidisciplinar (médico, enfermeiro, nutricionista e fisiologista do exercício), na gestão da glicemia a curto e a longo prazo. O grupo de investigação procura sistematizar um conjunto de orientações para a gestão da doença por intermédio da nutrição, permitindo que os doentes tenham melhor qualidade de vida.

A equipa da NMS, liderada pela Professora Conceição Calhau, tem ainda vários outros projetos em curso e a iniciar na área da diabetes tipo 2, essencialmente relacionados com o impacto da microbiota intestinal na resistência à insulina. A equipa pretende continuar a desenvolver esta linha de investigação.

Consulte mais informações em https://bit.ly/2T0NG7L

Referência: https://diabetesatlas.org/